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VAMPIRISMO SEXUAL: Uma visão espírita de Herculano Pires

Cansaço acentuado? Mesmo sem se esforçar fisicamente? Falta energia e vontade?

Com menor ou nenhuma vontade de sexo real com seu/sua parceiro/parceira? Impotência? Frigidez?

Recente ou maior interesse por assuntos pornográficos?

Acorda com lembranças de sonhos eróticos ou sensuais?

Pensamentos recentes ou com maior intensidade em práticas sexuais diferentes das de sua preferência?

Entenda o que é Vampirismo Sexual . . . que pode ser confundido como resultado de feitiços de encantamento, embora em alguns casos ocorra por esta causa, através de entidades malignas mandadas para desfazerem relacionamentos existentes . . .

Vampirismo é um tipo de obsessão no campo das viciações sensoriais e essa denominação decorre de sua principal característica, que é a sucção de energias vitais da vítima por esses obsessores.

Em seu livro Mediunidade, no capítulo VIII, o jornalista, escritor, filósofo e professor J. Herculano Pires, tratando dos problemas da obsessão, faz referências à existência de certas formas de vampirismo, como a sexual, que viola princípios morais e religiosos. Tratada pelos estudiosos e pesquisadores, mas muito pouco tratada no espiritismo em virtude do escândalo que provoca, muitas vezes causando perturbações a criaturas simples ou excessivamente sensíveis.

As três categorias de obsessão

Para compreendermos esse delicado e urgente assunto é necessário conhecer algo do mecanismo das perturbações espirituais. “A obsessão é uma infestação da alma, semelhante à infecção do corpo carnal, produzida por vírus e bactérias”, compara o professor.

Kardec classificou a obsessão em três categorias: obsessão simples, subjugação e fascinação. “O primeiro tipo se caracteriza por perturbações mentais e alterações de comportamento, sem muita gravidade. O segundo, pelo domínio do corpo, produzindo -lhe os chamados tiques nervosos e sujeitando-o a atitudes ridículas em público. O terceiro consiste no domínio hipnótico de corpo e alma, através de um processo de fascinação que deforma a personalidade”, lembra Herculano Pires.

Viciações sensoriais

No caso do vampirismo trata-se de “um tipo de obsessão no campo das viciações sensoriais e essa denominação decorre de sua principal característica, que é a sucção de energias vitais da vítima por esses obsessores”. Já no vampirismo sexual a ligação perturbadora por parte do obsedado se dá com espíritos inferiores que se deixaram arrastar nos delírios da sensualidade e continuam nessa situação após a morte.

Modalidade grave de perturbação espiritual, “o vampirismo sexual pode reduzir o obsedado à inutilidade, afetando -lhe o cérebro e o sistema nervoso, tirando-lhe toda disposição para atividades sérias” . Traduz-se em incontáveis “casos de sexualidade mórbida, exasperada pela atividade dos vampiros”, enfatiza.

Uma parceria sinistra

Para mostrar a complexidade do problema, que acomete tant o héteros quanto homossexuais, o professor Herculano Pires relata um fato ocorrido com um jovem recém saído da adolescência. O caso foi testemunhado por ele próprio e bem ilustra o quanto o vampirismo é uma parceria sinistra.

Conta ele: “Um jovem de pouco mais de vinte anos procurou -nos para expor o seu caso. Começou dizendo em lágrimas, de mãos trêmulas: ‘Sou um desgraçado que goza mais do que muitos rapazes felizes. Toda noite sou procurado em meu leito por uma deidade loira e belíssima, extremamente amorosa, que se entrega a mim. É uma criatura espiritual, bem sei, e não quero aceitá-la, mas não posso repeli-la. Após, ela desaparece como nos contos de fadas e eu me levanto e grito por ela em tamanho desespero que acordo os vizinhos. Todos pensam que sou um sonâmbulo ou um louco. Ajude-me, por piedade!’”

Relata o professor que o caso vinha de longe, desde os 16 anos. A jovem lhe aparecera pela primeira vez como sua filha de outra encarnação. Na verdade, “essa referência filial era um embuste” , observa o professor, um engodo “destinado a aumentar as sensações com o excitante do pecado.

Seis anos depois o reencontro por acaso. Fugira envergonhado pela confissão e com medo de que o libertássemos da obsessão. Mas já parecia um velho, cada vez mais trêmulo e de cabelos precocemente grisalhos.

Prometeu ir ao centro que lhe indicamos, mas não foi. O vampirismo o exauria e deve tê-lo levado a morte precoce.”

Esclarece o professor que casos desta espécie são mais freqüentes do que geralmente supomos, mas permanece em em sigilo. “A situação de ambivalência da vítima auxilia o vampirismo destruidor” , lamenta.

Tendências, desvios e provações

Segundo Herculano Pires, tendências e desvios sexuais têm procedências diversas e suas raízes genésicas podem vir de profundidades insondáveis.

Ele pondera que “a própria filogênese do sexo, que começa aparentemente no reino mineral, passando ao vegetal e ao animal, para depois chegar no homem, apresentando enorme variação de formas, inclusive a autogênese dos vírus e das células e a bissexualidade dos hermafroditas, justifica o aparecimento de desvios sexuais congênitos”.

Mais próximos de nós nas linhas de hereditariedade germinal cita “os ritos da virilidade de antigas civilizações entre as quais a Grécia e a Roma arcaicas, onde em várias épocas esses ritos vigoraram de maneira obrigatória, como em Esparta, onde os efebos, adolescentes, deviam receber a virilidade transmitida por homens adultos e viris através da prática homossexual”.

No entender de Herculano Pires esses episódios fornecem elementos possíveis de explicação para o fenômeno dos desvios sexuais, uma vez que as sensações dessas experiências vivenciadas, além da hereditariedade filogenética, se gravam, de maneira mais ou menos intensa, nas estruturas supersensíveis do perispírito, projetando-se em formas dinâmicas na memória profunda ou inconsciente. “Essas formas sensoriais podem aflorar na afetividade atual, atraídas por sensações afins, no processo do associacionismo sensorial. Tudo, isso, entretanto, não elimina a tendência à normalidade da espécie, principalmente num sistema básico como a da reprodução”, reflete Herculano.

Influências espirituais perturbadoras na homossexualidade adquirida para o filósofo, no entanto, a maioria dos casos da chamada homossexualidade adquirida, senão todos, provém de atuação obsessiva de entidades atormentadas, entregues aos desvarios dos instintos inferiores, que potencializam as tendências de suas vítimas. Mas acrescenta: “a responsabilidade não é só dessas entidades, é também das vítimas que, de uma forma ou de outra, se deixaram dominar pelos primeiros impulsos obsessivos ou até mesmo provocaram a aproximação das entidades”.

Em vários casos dessa natureza há ainda os motivos de provação, “decorrentes de atrocidades praticadas no passado pelas vítimas atuais, que são agora colocadas na mesma posição em que colocaram criaturas inocentes em encarnações anteriores” , segundo os mecanismos de ação e reação das leis divinas.

É necessário transcender a visão parcial e materialista dos problemas sexuais, que tem suas raízes no espírito reencarnado.

“A lei de causa e efeito, o carma da terminologia indiana, colhe suas vítimas geralmente no período da adolescência, quando essas ocorrências são mais favorecidas pela crise de transição da idade. Mas também há casos ocorridos na idade madura e na velhice, dependentes, ao que parece de crises típicas desses períodos. Nos casos chamados de perversão constitucional a presença dos obsessores não está excluída, pois eles são fatalmente atraídos e ligam-se às vítimas excitando-lhes as sensações e agravando-lhes a perturbação”, observa o professor Herculano Pires.

Uma vez que as tendências anormais (estando elas enraizadas no espírito reencarnado) aparecem como conseqüências de faltas ou crimes dos indivíduos que as sofrem, sempre com a finalidade de superá -las na encarnação presente, a meta deve ser jamais entregar -se ao dar vazão deliberada a essas tendências e desvios.

O vampirismo cessa no momento em que o obsedado se dispõe a reintegrar-se em si mesmo.

E aqui, uma importante observação é feita por Herculano: “a objeção psiquiátrica e psicológica de que a repressão produz recalques, frustrações, traumas e outras conseqüências desastrosas para o indivíduo provem da visão parcial do problema no campo materialista. Todas as vitórias do homem no sentido de seu ajustamento às condições normais da espécie são recompensadas com a tranqüilidade proporcionada pelo ajuste, eliminando a inquietação do desajuste. Um ser bem integrado em sua espécie corresponde à ordem natural da realidade e às exigências de transcendência de sua própria existência”.

Nesse sentido, orienta o professor que “o vampirismo cessa no momento em que o obsedado se dispõe a reintegrar -se em si mesmo, na posse de sua personalidade, não aceitando sugestões e infiltrações de vontade estranha em sua vontade pessoal e soberana”.

Os direitos do ser espiritual em evolução

Uma vez que tanto lutamos por fazer valer os direitos humanos, Herculano vai além, conclamando os espíritas a refletirem sobre a problemática do vampirismo, implícito nos lamentáveis desvios da sexualidade que, desafortunadamente, vem drenando moral e espiritualmente indivíduos e famílias inteiras em todos os segmentos da sociedade contemporânea:

“Cabe aos espíritas, que conhecem a outra face da existência, medir a distância qualitativa entre o entregar-se às forças negativas do passado, como escravos de uma situação miserável entre os homens, e o ato de empossar-se nos seus direitos de criatura humana em evolução, avançando na direção dos anseios superiores da sua consciência humana”.

E acrescenta: “A psiquiatria materialista, que desconhece os processos dinâmicos do espírito, pode considerar esses casos como irremediáveis e recorrer ao processo escuso de normalizar o anormal. Mas o espiritismo nos fornece os recursos do esclarecimento científico e racional do problema”.

Auxílio dos centros e grupos espíritas idôneos

O professor Herculano Pires nos leva a refletir que “nos centros e grupos espíritas bem orientados, as perturbações espirituais de ordem sexual são tratadas de maneira especial, em pequenas reuniões privativas, com médiuns que disponham de condições para enfrentar o problema. Como no caso das obsessões alcoólicas, toxicômanas e outras do mesmo gênero, é necessário o máximo cuidado na seleção das pessoas que vão tratar do assunto e o maior sigilo e respeito, a fim de evitar-se o prejuízo dos comentários negativos, que influem fatalmente sobre o caso, provocando agravamentos inesperados da situação das vítimas”.

Despertando a vontade anestesiada

Herculano ainda relata um penoso caso por ele acompanhado de homossexualidade adquirida em que o obsedado reintegrou -se após dez anos de luta solitária, conscientizando -se de seu problema, esforçando-se em superá-lo através da terapêutica espírita e do recolhimento fortalecedor da prece.

Segundo relatou ao professor, sua mãe, já desencarnada, o auxiliava através de aparições periódicas, sem nada dizer, mas de olhos cheios de lágrimas.

“Graças a essa ajuda materna conseguiu despertar a sua vontade anestesiada e livrar-se das tentações vampirescas”.

Comenta ainda Herculano que esse companheiro tornou-se espírita e casou-se. Hoje freqüenta regularmente um centro espírita em São Paulo e se interessa especialmente pelos casos de vampirismo. “Quer pagar com o seu auxílio aos outros o benefício imenso que recebeu. Ninguém sabe nada do seu passado infeliz e todos o consideram e estimam. Não foi esse o caso de Madalena, que Jesus socorreu e transformou na primeira testemunha da sua ressurreição?” questiona o professor.

Conclusão

Referindo-se aos recursos espíritas nos casos de vampirismo, conclui Herculano que graças a essa luz divina no campo da comunicação — que é a mediunidade — “as mães sofredoras, que deixaram filhos no mundo em resgates dolorosos, conseguem socorrê -los e libertá-los de provas esmagadoras, que os homens, em geral, só sabem aumentar e agravar”.

E dirigindo-se aos médiuns que laboram anônima e desinteressadamente nas casas espíritas, enfatiza: “Os médiuns precisam conhecer esses episódios emocionantes, para compreenderem o esplendor secreto de sua missão e a utilidade superior e humilde do mediunato que lhes foi concedido. Chegou a hora em que esses fatos secretos devem ser proclamados de cima dos telhados, segundo a previsão de Jesus registrada nos Evangelhos. Mais do que nunca se comprova o adágio: ‘Ajuda -te e o Céu te ajudará’”.

Texto obtido na internet, realizado pela Equipe Consciência Espírita.

COMENTÁRIO ADICIONADO AO TEXTO, PARA MELHOR POSICIONAMENTO DO BLOG:

Leitor André: É impressão minha ou o homossexualismo foi considerad doença espiritual? Triste…

Resposta do BLOG:

Prezado André,

O texto não é nosso, mas de um respeitado autor . . . os comentários dele : “ . . .  homossexualidade adquirida, senão todos, provém de atuação obsessiva de entidades atormentadas, entregues aos desvarios dos instintos inferiores, que potencializam as tendências de suas vítimas . . .”.

Nós entendemos que a homossexualidade não é doença – doença são os exageros, a promiscuidade – e isso aflige igualmente os héteros . . .

O que o autor se refere é que a premissa de atuação dos obsessores é acentuar as más tendências que toda criatura já possui, embora disfarçadas, algumas das vezes – e com isso se confunde uma tendência homossexual com uma má virtude – o que gera discussão acalorada em muitos círculos religiosos.

Prestemos atenção que o autor se refere, antes, à homossexualidade “adquirida” – ou seja, que repentinamente a criatura possa ter isso aflorado – e se for uma criatura com uma relação estável, heterossexual – isso sim pode causar desestruturação de sua família e de sua vida, ou mesmo preconceitos profissionais, etc – isentando a culpa da homossexualidade – pois um outro vício também poderia causar tais dissabores, como alcoolismo ou drogas, por exemplo.

Quando o autor se refere à “procriação” . . . isso sim é um fato concreto, pois não há esta possibilidade de geração de vida no fruto do relacionamento de pessoas do mesmo sexo. Mas ainda assim, existe a adoção, que permite que muitos casais homossexuais adotem, com toda a dignidade, os frutos “enjeitados” das “relações normais” . . . e eis a ironia da situação . . . devemos dar um crédito ao autor, pois naquele momento, décadas atrás, a realidade social e legislação eram bem diferentes.

Buscamos aqui, neste blog, mostrar sem vínculos religiosos, os efeitos da magia e obsessão espiritual – e por isso respeitamos todos os pontos de vista. Temos amigos homossexuais que possuem excelente qualidade de vida conjugal, de forma estável, mais que muitos casais heterossexuais, o que invalida muitas das teorias atuais de opção sexual como forma degradante de vida.

PAZ.

Luther Mage.

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Luther Mage

Alguém que busca, através do esclarecimento espiritual e científico, dotar as pessoas de conhecimentos para um despertar necessário acerca da magia, como forma de manipulação de energia, fazendo com que as melhorias nas defesas corpóreas reflitam na qualidade de vida terrena.

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